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Gênio

Segundo a posição kantiana, o gênio é o homem que não é apenas capaz de reproduzir as coisas de acordo com uma determinada regra, mas de criar novas regras. Kant desenvolve essa ideia para distinguir a imaginação produtiva da imaginação reprodutiva. Mas um gênio não é um sonhador, já que sabe a diferença entre o indecifrável ou imperceptível e o mero caráter simbólico de seu trabalho.

Tradição filosófica: Filosofia Iluminista. 

Corrente epistemológica: Teoria do sujeito. 

Fonte: CAPURRO, Rafael. On Artificiality. In Istituto Metodologico Economico Statistico (IMES), Laboratory for the Culture of the Artificial, University of Urbino, editor, IMES-LCA WP-15/11/1995a. Online: http://www.capurro.de/artif.htm

Genealogia da informação

Uma genealogia da informação tem a tarefa de explorar os mecanismos de poder no processo de informação sob dois pontos de vista em seus múltiplos aspectos, a saber: o vertical, onde as mensagens são hierarquicamente impostas, e o horizontal, onde as mensagens são livremente trocadas. A análise genealógica mostra que não há nem verticalidade pura nem horizontalidade pura, assim como não há desenvolvimento linear e/ou ideal de uma estrutura vertical para uma horizontal. Não há “informação em si mesma”, independente de um contexto ou de um campo de redundância com o qual se relaciona.

 

Tradição filosófica: Filosofia da Linguagem. Filosofia política.

 

Corrente epistemológica: Hermenêutica. Genealogia da informação.

 

Fonte: CAPURRO, Rafael. On the genealogy of information. In: KORNWACHS, K.; JACOBY, K. (Eds.). Information. New Questions to a Multidisciplinary Concept. Berlin: Akademie Verlag, 1996. p. 259-270

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Hacker

Partindo das visões de Himanen (2003), "um especialista ou entusiasta de qualquer tipo". Em outras palavras, um hacker é uma pessoa que é entusiasticamente ou, como também podemos dizer, apaixonadamente dedicada ao seu trabalho.

Tradição filosófica: Filosofia da técnica. 

Corrente epistemológica: Teoria da informação ; Cibernética

Fonte genética: HIMANEN, Pekka (2003) A Brief History of Computer Hackerism (nicht mehr online verfügbar)

Fonte: CAPURRO, Rafael. Passions of the Internet and the Art of Living.

 

Hermenêutica da Ciência da Informação

O ponto crucial subjacente ao paradigma hermenêutico-retórico da Ciência da Informação não é nem a analogia da informação como algo físico, nem a representação da realidade dentro de uma esfera interna, mas o reconhecimento do entrelaçamento de informação e desinformação como uma dimensão existencial, ou seja, como uma forma humana específica de partilhar com os outros a abertura do mundo. Informação e desinformação são, de alguma forma, pseudônimos, ou seja, são abreviaturas para experiências como "mentiras, propaganda, falsidade ideológica, fofocas, ilusão, alucinação, ilusão, erro, omissão, distorção, embelezamento, insinuações, a decepção" por um lado, e, por outro, de dizer a verdade, comunicando publicamente as nossas convicções, ideias, procurando abordagens adequadas para todos os tipos de fenômenos, de ouvir o que os outros têm a dizer, deixando a nossa fantasia criar novas possibilidades de ser, desenvolvendo nosso senso de realidade, cultivando o pensamento crítico, bem como outras capacidades, tais como a justiça, transparência, franqueza, clareza, utilidade, veracidade.

 

A Ciência da informação é uma ciência hermenêutica porque não existe uma separação clara entre informação e desinformação. Ciência da Informação é a ciência

da informação e da desinformação. Uma hermenêutica da Ciência da Informação deve também abraçar a construção e a transmissão de mensagens, tendo particularmente em conta a questão dos meios (media), como tem sido feito desde as críticas de Platão à escrita. Em nossa situação atual, estamos olhando particularmente para as novas questões hermenêuticas que surgem em um mundo eletronicamente em rede.

 

Tradição filosófica: Filosofia da Linguagem. Filosofia moral. Angelética.

 

Corrente epistemológica: Hermenêutica. Teoria do significado.

 

Fonte: CAPURRO, Rafael. On the genealogy of information. In: KORNWACHS, K.; JACOBY, K. (Eds.). Information. New Questions to a Multidisciplinary Concept. Berlin: Akademie Verlag, 1996. p. 259-270

 

CAPURRO, Rafael. What is Information Science for? a philosophical reflection In: VAKKARI, P.; CRONIN, B. (Ed.). Conceptions of Library and Information Science: historical, empirical and theoretical perspectives. London, Los Angeles: Taylor Graham,1992. p. 82-96.

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I

Iluminismo

Período filosófico que trouxe uma nova concepção de igualdade humana, universalidade e justiça que em parte removeu as antigas fundações, remodelando a(s) casa (s) onde muitos de nós vivemos politicamente, legalmente e moralmente na atualidade no início do século XXI.

Tradição filosófica: Filosofia Moderna ; Iluminismo. 

Corrente epistemológica: Iluminismo ; Enciclopedismo.

Fonte: CAPURRO, Rafael. Privacy: An Intercultural Perspective. Ethics and Information Technology, v. 7, n. 1, p. 37-47, 2005.

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© ECCE LIBER - Ateliê de SocioInovação (aSi) - 2017

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